5.6 Como você classifica sua saúde mental?

Quadro Geral

Idade

Comparando as respostas agora em relação à idade dos estudantes, é visível a semelhança entre os três grupos etários. As distribuições seguiram de forma similar ao visto no quadro geral da questão, com maior porcentagem de alunos que enxergam sua saúde mental como regular, seguido de boa, e logo após, ruim, em todas as faixas etárias (até 19 anos, 20 ou 21 anos, 22 anos ou mais).

Chama atenção novamente a substancialidade de alunos da UnB que percebem sua saúde mental como ruim, a proporção é de 17% a 23% dentro do grupo de até 19 anos e também no de 22 anos ou mais, proporção similar entre os estudantes de 20 ou 21 anos, em que de 17% a 23% vê a própria saúde mental dessa forma.

Por fim, foi feito o devido teste estatístico que, de fato, não identificou diferença significativa entre os grupos de idade quanto à autoavaliação da saúde mental.

Abaixo, os valores precisos de cada estimação e dos testes realizados:

Sexo

Ao analisar a questão em relação ao sexo de nascimento dos indivíduos, é visível que as mulheres obtiveram respostas, em geral, mais negativas do que os homens. Comparando os dois grupos, de 4% a 7% das estudantes da UnB avaliam a própria saúde mental como péssima, resultado que é praticamente o dobro do masculino, em que apenas entre 1% a 3% enxerga dessa forma. De maneira análoga, as respostas de caráter positivo são mais comuns no grupo masculino de estudantes. Dentro deles, 33% a 39% avalia sua saúde mental como boa, enquanto as mulheres apresentam apenas entre 24% a 29%. Segue-se a mesma tendência na resposta “excelente”, em que as diferenças também são preocupantes, com 6% a 9% do grupo de homens classificando a própria saúde mental dessa forma, contra apenas 2% a 4% do grupo feminino.

De forma a validar tais observações, foi feito o devido teste estatístico que indicou diferença significativa entre as autoavaliações de saúde mental de homens e mulheres em todas as possíveis respostas da pergunta.

Além disso, a pesquisa de saúde mental disponível no PubMed Central, já citada anteriormente, também encontrou resultados piores para os grupos femininos, onde os homens avaliaram sua saúde consistentemente melhor que as mulheres: 67% dos homens classificaram sua saúde mental como positiva em comparação com 61% das mulheres neste levantamento feito em Israel.

Abaixo, os valores precisos de cada estimação e dos testes realizados:

LGBT+

Observando as respostas entre os indivíduos LGBT+ e os não LGBT+, é evidente a diferença entre os grupos. É vultuosa a maneira como os estudantes LGBT+ da UnB enxergam sua saúde mental de forma pior que aqueles não pertencentes a essa subdivisão. Essa característica fica clara ao analisar que entre 15% e 19% dos alunos não LGBT+ enxergam sua saúde mental como ruim, enquanto no grupo LGBT+ essa porcentagem aumenta expressivamente para 26% a 35%, ou seja, quase o dobro do outro grupo, e também a maior proporção de respostas “ruim” entre todos os grupos analisados nesta presente questão.

Ademais, este padrão de respostas seguiu-se em “excelente”, em que apenas de 0,3% a 2% dos LGBT+ avaliam sua saúde mental assim, diferença gritante em comparação com o grupo não LGBT+, com 5% a 8% de classificações excelentes. Além disso, respostas mais negativas ou preocupantes para estudantes LGBT+ foram vislumbradas em muitas outras perguntas desta presente pesquisa.

Tendo isso em vista, foi feito o devido teste estatístico que assegurou diferença significativa entre os dois grupos para as respostas “ruim”, “boa” e “excelente”.

Abaixo, os valores precisos de cada estimação e dos testes realizados:

Raça

Analisando como os estudantes da UnB avaliam sua saúde mental, tendo em vista uma subdivisão por raça declarada (brancos, pardos e pretos), o observado foram respostas com intervalos parecidos entre os grupos. Entretanto, o que mais se aproximou de uma possível discrepância foi a porcentagem dentro dos grupos que avalia a própria saúde mental como boa: enquanto na cor branca esse resultado é de 31% a 37% dos estudantes, na preta é de apenas 21% a 31% dos universitários desse grupo.

Outra análise factível é a que tange a classificação “ruim”: dentro dos estudantes brancos, de 17% a 22% enxergam sua saúde mental desta maneira, resultado muito similar em pardos (16% a 22%), porém esse intervalo eleva-se no grupo de cor preta, atingindo entre 18% a 27% destes estudantes.

De toda forma, as diferenças encontradas não foram suficientes para se poder afirmar, baseado em testes estatísticos, que a diferença de resposta entre as raças é significativa.

Abaixo, os valores precisos de cada estimação e dos testes realizados:

Renda Familiar


Curso


Semestre na UnB


IRA


Trabalho


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