5.7 Você faz algum acompanhamento psicológico?

Quadro Geral

Idade

A fim de se estudar como a idade dos alunos se relaciona com a procura por acompanhamento psicológico, analisou-se conjuntamente o comportamento dessas duas características. Observou-se que entre 11% e 16% dos alunos com idade até 19 anos fazem acompanhamento, por outro lado entre 50% e 58% nunca fizeram. Para alunos com 20 ou 21 anos, essa a proporção de estudantes que fazem acompanhamento se encontra entre 16% e 22%, enquanto entre 52% e 60% nunca fizeram. Já para alunos com 22 anos ou mais, a proporção estimada dos estudantes que fazem acompanhamento varia de 17% e 22%, enquanto a proporção de alunos que não fazem vai de 48% a 55%.

Um primeiro resultado estatístico obtido a partir do cruzamento dessas duas variáveis indicou que existe diferença na procura por especialista dependendo da classe etária do aluno, em seguida as classes foram testadas duas a duas, a fim de identificar-se em quais delas essas diferenças se fazem presente. O resultado dessas comparações duas a duas apontou que a proporção de alunos que fazem acompanhamento psicológico é significativamente maior entre os que possuem mais de 22 anos em relação aos que possuem menos de 19.

Para todas as outras respostas e comparações entre grupos, não existem evidências estatísticas de que a idade dos alunos da UnB se relacione com a procura por atendimento psicológico. Vale destacar que apesar dos testes não terem identificado, por muito pouco, diferença significativa na proporção de alunos que fizeram atendimento no passado entre as idades, nota-se que os alunos de até 19 anos apresentaram proporções ligeiramente maiores que alunos de 20 ou 21 anos e tão grandes quanto os alunos com 22 anos ou mais (que possuem um tempo de exposição superior). Esse fenômeno pode indicar que as novas gerações estão buscando atendimento psicológico mais cedo.

Abaixo, os valores precisos de cada estimação e dos testes realizados:

Sexo

Analisando-se o comportamento da procura por acompanhamento psicológico de acordo com o sexo do aluno, observou-se que entre 18% e 23% das mulheres fazem acompanhamento psicológico. Entre os homens, essa proporção varia de 12% e 17%. Também se observou que entre 56% e 62% dos homens nunca buscaram nenhum tipo de atendimento psicológico, enquanto entre as mulheres essa proporção varia de 46% a 52%.

O resultado da realização dos devidos testes estatísticos indicam que a diferença nessas proporções de respostas sobre a procura por acompanhamento psicológico são estatisticamente diferentes entre os sexos.

A superioridade da proporção de mulheres que buscam ajuda especializada em relação a homens vai de encontro com os resultados divulgados pela ANDIFES citados anteriormente, em que, considerando todo o cenário nacional, 6% das mulheres estavam em atendimento psicológico, enquanto 5% dos homens disseram que estavam em atendimento psicológico em 2014.

Abaixo, os valores precisos de cada estimação e dos testes realizados:

LGBT+

A pesquisa também buscou avaliar se a procura por atendimento psicológico é diferente entre estudantes LGBT+ e não LGBT+. Estima-se que entre 22% e 30% dos estudantes LGBT+ fazem acompanhamento psicológico, resultado bem superior ao de alunos não LGBT+, em que essa proporção está entre 13% e 17%. Além disso, alunos LGBT+ possuem maior prevalência no que se diz respeito a acompanhamentos realizados no passado: entre 32% e 41% dos alunos LGBT+ não fazem acompanhamento psicológico no momento, porém já fizeram no passado. Enquanto entre os não LGBT+, estima-se que essa proporção esteja entre 25% e 29%. Por fim, entre 33% e 42% dos estudantes da UnB pertencentes à comunidade LGBT+ nunca fizeram acompanhamento psicológico. Para os demais estudantes, essa proporção é bem superior: entre 56% e 61% nunca fizeram.

Os resultados obtidos pelos devidos testes estatísticos sustentam a afirmação de que a proporção de estudantes LGBT+ que fazem ou já fizeram acompanhamento psicológico é significativamente superior à proporção de estudantes não LGBT+. Esses resultados são compatíveis com os encontrados na pergunta anterior, em que os resultados indicam que a proporção de alunos que classificam sua saúde mental como ruim é superior para alunos LGBT+, condição que ajuda a explicar a maior busca desse grupo por ajuda especializada.

Abaixo, os valores precisos de cada estimação e dos testes realizados:

Raça

Também se avaliou as respostas sobre acompanhamento psicológico dos alunos de acordo com a cor ou raça declarada. Entre 16% e 21% dos alunos que se declaram brancos fazem acompanhamento psicológico; entre 28% e 34% não fazem, porém já fizeram; por fim, entre 48% e 54% nunca fizeram. Para os alunos que se declaram pardos, a proporção de alunos que faz acompanhamento psicológico varia de 13% e 19%; os que não fazem, mas já fizeram variam de 24% a 31% e a proporção de alunos que nunca fizeram vai de 53% a 60%. Entre os autodeclarados pretos, de 12% a 21% fazem acompanhamento psicológico; entre 21% e 30% não fazem, mas já fizeram; já a proporção dos alunos pretos que nunca fizeram varia de 52% a 63%.

Os resultados dos testes estatísticos obtidos não revelaram associação entre procurar acompanhamento psicológico e a raça dos alunos. Em outras palavras, não se pode afirmar, com 95% de confiança, que a raça declarada dos alunos tenha relação com a busca por atendimento psicológico.

Abaixo, os valores precisos de cada estimação e dos testes realizados:

Renda Familiar


Curso


Semestre na UnB


IRA


Trabalho

0 respostas

Deixe uma resposta

Quer participar da conversa?
Sinta-se a vontade para contribuir!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *