5.4 Se precisar de ajuda psicológica, você sabe a quem recorrer na UnB?

Quadro Geral

Idade

Analisando os resultados de tal pergunta segundo grupos etários, percebe-se que para as três faixas escolhidas, o número estimado de alunos que desconhecem a quem recorrer em caso de precisar de ajuda psicológica na UnB é maior que os de alunos que sabem a quem recorrer. A faixa etária mais desinformada sobre serviços de atendimento psicológico é a de alunos até 19 anos (70% a 77%), seguida pelos de idade igual a 20 ou 21 anos (67% a 74%) e por último os de 22 anos ou mais (58% a 65%). Vale ressaltar que o grupo “Até 19 anos” apresenta a maior porcentagem de desconhecimento entre todos os outros grupos analisados (sexo, LGBT+ e raça).

Ademais, comparando as respostas para a pergunta entre os grupos etários, testes estatísticos mostraram diferença significativa entre os grupos “Até 19 anos” e “22 anos ou mais” e entre “20 ou 21 anos” e “22 anos ou mais”.

Já era esperado que as pessoas mais jovens conhecessem menos os serviços de atendimento psicológico, o que preocupa é o resultado da última pergunta deste questionário (seção 5.10.2), que aponta essa faixa etária como a que mais tentou cometer suicídio. Tal fato mostra a necessidade de ações que façam com que os alunos se informem sobre o apoio que a universidade pode oferecer, desde o ingresso na instituição.

Abaixo, os valores precisos de cada estimação e dos testes realizados:

Sexo

Agora, considerando os resultados segundo sexo de nascimento, estima-se que entre as mulheres, 31% a 36% sabem a quem recorrer e 64% a 70% desconhecem. Já entre os homens, 28% a 34% sabem e 66% a 72% não sabem.

Pela proximidade das porcentagens, o grau de conhecimento e desconhecimento acerca de onde procurar ajuda psicológica na UnB, aparentemente, independe do sexo. Testes estatísticos mostraram que, de fato, não é possível afirmar que existe diferença significativa entre as respostas de homens e mulheres para essa pergunta.

Abaixo, os valores precisos de cada estimação e dos testes realizados:

LGBT+

Em se tratando da comunidade LGBT+, estima-se que entre 37% e 46% sabem onde procurar ajuda psicológica na UnB e 54% a 63% não sabem. Quanto aos que se declaram Não LGBT+, de 27% a 32% sabem e 68% a 73% não sabem. Testes estatísticos mostraram que existe diferença significativa na resposta dependendo de ser ou não LGBT+.

Vale destacar que o grupo LGBT+, quando questionados sobre como classificavam sua saúde mental (seção 5.6.4), foi o que apresentou maior porcentagem nas repostas negativas. Isso se repetiu em várias outras perguntas do questionário. Este resultado pode ser um fator que explica eles serem os que mais conhecem os serviços de apoio psicológico prestados pela UnB, pois por ser o grupo que mais necessita, naturalmente devem buscar se informarem mais sobre as ajudas oferecidas pela Universidade.

Abaixo, os valores precisos de cada estimação e dos testes realizados:

Raça

Os resultados para a pergunta serão analisados agora segundo cor ou raça declarada.

Seguindo as mesmas tendências das respostas dos grupos anteriores, estima-se que a grande maioria de todas as raças não sabe a quem recorrer em caso de necessidade de ajuda psicológica, sendo 65% a 71% entre os autodeclarados brancos, 64% a 71% para os autodeclarados pardos e 60% a 71% para os autodeclarados negros. Nota-se que esses valores são bem próximos. De fato, testes estatísticos não conseguiram identificar diferença significativa entre as raças.

Abaixo, os valores precisos de cada estimação e dos testes realizados:

Renda Familiar

Curso

Semestre na UnB

IRA

Trabalho


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